quinta-feira, 30 de março de 2017

Melhores 11 combinados

 

Vários blogs nacionais se têm dedicado à eleição do melhor 11 da nossa liga até agora. Cabe portanto ao Terceira Circular identificar o melhor 11 possível de jogadores dos rivais de Lisboa. Mas vamos um pouco mais longe, e tentemos eleger o melhor 11 combinado só com jogadores sub 23. Cá vai a minha aposta, tendo como critério a performance até agora nesta época desportiva e só uns toques de filtro encarnado:
 
Melhor 11:
Ederson; Nelson Semedo, Coates, Lindelof, Grimaldo; Fejsa, Pizzi, Gelson Martins, Gonçalo Guedes, Mitroglou e Bas Dost.
 
Muitas dúvidas na ala esquerda, que mostram bem as deficiências das duas equipas. Grimaldo, só até Dezembro e coxo de uma perna, para mim foi melhor que Eliseu ou que qualquer um dos utilizados por JJ naquele lugar. Já no ataque, o Benfica oscila entre Cervi, Carrillo e Zivkovic, mas nenhum fez até agora tanto como Guedes até sair. Nos leões, outra posição critica, com a massa associativa a desesperar pelo Bryan Ruiz do passado ou pelo "chuta chuta" dos tempos do Benfica.
 
Melhor 11 sub 23:
Ederson; Nelson Semedo, Lindelof, Ruben Semedo, Grimaldo; Palhinha, João Carvalho, Gelson Martins, Cervi; Gonçalo Guedes e Alan Ruiz.
 
Este 11 mostra que enquanto a defesa base do Benfica é bastante jovem, o meio campo de ambas as equipas está muito dependente de William, Adrien, Fejsa e Pizzi, sem que haja espaço para aparecerem este ano os novos "Renatos". Palhinha tem o mérito de ter feito por merecer alguns minutos na lesão de Adrien (mais que Geraldes) e João Carvalho estava a ser dos 3 melhores jogadores da II liga ao serviço do Benfica B, antes de se impor num bom Vitória de Setúbal, marcando inclusivamente ao Porto. Nas alas e na frente, Zivkovic fica de fora porque ainda não é consistente, e porque Cervi marcou em todas as competições no seu ano de estreia. Entre Guedes e Ruiz, Podence também discutiria um lugar.
 
Destaque para algumas desilusões como Esgaio, Matheus Pereira, Markovic, Danilo Barbosa, Filipe Augusto e até André Horta, que arrancou muito bem mas que desapareceu depois de lesão. Há 6 meses todos apostariam que poderiam fazer parte deste 11, mas ficaram longe disso.
 
Aguardo respostas polémicas e escolhas diferentes dos amigos lagartos. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

E depois da glória?


Estranha mas óptima sensação de escrever sobre o futuro da Seleção Nacional tendo como base esta linda realidade que é sermos Campeões da Europa!

Mas vou escrever com uma visão preocupada ainda assim. Chegámos à glória com uma boa mescla de juventude e de muita experiência, principalmente nos elementos da defesa ou em CR7, Nani e Quaresma. Fernando Santos conseguiu o mais difícil, mas a próxima tarefa é igualmente complicada: como renovar uma seleção campeã da Europa?

E a questão que vou abordar hoje é: Como vão Benfica e Sporting contribuir para esta renovação?

Da convocatória que saiu nos últimos dias, já deu para perceber que o processo será lento. Bruno Alves nos convocados é claro sinal disso. Mas vamos ver o que podem os rivais de Lisboa dar a este processo de renovação, tanto no presente como num futuro próximo.

O líder e tri campeão contribui nesta convocatória com Eliseu, Nélson Semedo e Pizzi. Dois dos três não estiveram no Europeu, e merecem a chamada com a qualidade que têm demonstrado nesta época. O Sporting contribui com o Patrício, William Carvalho e Gelson Martins. Adrien seria provavelmente convocado também, não estivesse lesionado. Dos três, apenas Gelson é novidade em relação ao grupo campeão. Indirectamente, os dois clubes contribuem ainda com nomes como Cedric Soares, João Cancelo, André Gomes, Renato Sanches, João Mário e Bernardo Silva, todos eles transferidos nos últimos 2 ou 3 anos.

Com isto, sou da opinião que muito do que é o presente da seleção tem saído da 2ª Circular. Mas e o futuro, como será? Se parece que estamos bem servidos de laterais direitos e médios centro para o futuro próximo, o mesmo não se pode dizer das restantes posições. Na baliza, quem garante o futuro pós Patrício? Na lateral esquerda, Raphael Guerreiro será dono e senhor, mas quem será a alternativa? Quem serão os alas para suceder a grandes nomes como CR7, Nani, Quaresma, Figo, Simão, Sérgio Conceição, etc.? E na frente, o debate que quase sempre existiu, excepto com Pauleta. Quem será a referência ofensiva nos próximos 10 anos? Uma coisa é certa, Éder não faz outra igual.

Muito para resolver, talento é coisa que não falta, mas serão o Benfica e o Sporting capazes de dar minutos, nível competitivo e progressão aos seus jovens nacionais? Ou continuarão a ser ultrapassados por 10 a 15 contratações por época?

Na minha opinião, os próximos 2 a 3 anos podem ser complicados. Na baliza, acho que o futuro estará em José Sá, Joel Pereira, André Moreira ou talvez Bruno Varela, mas nenhum está perto de ser certeza (que bom seria se Ederson fosse tuga). Nem Ruben Semedo nem Paulo Oliveira terão nível de equipa campeã da Europa, nem o Benfica tem um central Português que seja de caras muito promissor (talvez Ruben Dias me mostre o contrário). Na lateral esquerda, não vejo ninguém com capacidade para lutar com Raphael Guerreiro, pelo que provavelmente Cancelo será chamado várias vezes a alternar na esquerda. Pode ser que Mário Rui convença na Roma, mas nem Benfica nem Sporting parecem contribuir para esta posição. Para as alas, Gelson Martins tem valor, Gonçalo Guedes saiu para jogar pouco, Rafa ainda não convenceu, e não me parece que os tão falados Iuri Medeiros ou Podence venham a dar grande coisa à Seleção. Diogo Gonçalves é o próximo prodígio do Seixal, mas tudo isto me parece muito pouco para quem teve Figo e Ronaldo a liderar as últimas gerações. E também não sou dos que acha que Bruma se tornará um grande jogador. Na frente, esperança em Zé Gomes do Benfica e Rui Pedro do Porto, que podem vir a fazer companhia a André Silva, mas para além destes, não se vê mais ninguém nem no Benfica nem no Sporting.

Em conclusão, Benfica e Sporting tornarão a missão de Fernandos Santos ainda mais complicada, se jogadores como Castaignos, Jovic, Saponjic, Leonardo Ruiz, Kalaica, Hermes, Douglas continuarem a chegar às dezenas para jogar poucos minutos e para ocupar o espaço de crescimento do talento que os dois clubes já têm em casa.

Noutro post, será debatido o tema "como fazer com que não sejam vendidos tão cedo", para falar de casos como Gonçalo Guedes, Bruma, Ilori, Renato Sanches, etc, e de como beneficiariam os próprios e a Seleção se ficassem mais tempo.

terça-feira, 14 de março de 2017

Soares vs. Guedes

 
A jornada 25 deu mais golos do que estamos habituados. Os 3 grandes marcaram 4 golos, golearam confortavelmente, e a classificação não se alterou. Preocupa-me muito pouco que Bas Dost faça 4 golos por jogo e que o adepto leonino já esteja excitado porque JJ colocou os miúdos a jogar. Poderá assim, certamente, terminar a época a dizer que é quem mais aposta nas camadas jovens.

O importante da jornada 25 é a confirmação de um tema que já queria abordar: Soares vs. Guedes.
Soares é um caso de sucesso raro. Tantas vezes os grandes tentam recrutar jogadores que se destacam na Liga, e tantas vezes sem sucesso. Tantos Manducas, Makukulas, Maregas, Suks, Licás, por aí fora. Raramente resulta, mas neste caso, e quase sem tantas expectativas, eis que surge Soares, que se estreia a bisar contra o Sporting, e que desde aí já leva 9 golos em 7 jogos. Incrível, não só pelos golos, mas pela influência directa e imediata no futebol da equipa. O Porto passou de uma equipa que se estava a levantar, para uma força temível que assusta Juventus e o líder Benfica.

Por outro lado, o Benfica teve outra postura no mercado de Inverno. "Confortável" na liderança, a conseguir dar a volta a várias lesões, e com Jonas de volta, LFV dedicou-se a tentar vender Jimenez por uma fortuna para a China. Tudo parecia encaminhado, mas a proibição de mais de 3 jogadores estrangeiros por equipa, e a própria vontade de Jimenez, bloquearam o negócio. Numa demonstração clara de que o Benfica ainda precisa de vender, eis que, algo surpreendentemente, Gonçalo Guedes é vendido para o PSG por 30 milhões de euros.

Muitos podem debater sobre se vale ou não este dinheiro, mas esse não é o ponto. O ponto é simples. A meio da época, época em que pode fazer o histórico tetra, e com todas as outras competições ainda em disputa, o Benfica vende um dos 5 jogadores que estavam a ter melhor rendimento (Fejsa, Nelson Semedo, Ederson e Pizzi seriam os outros). Enquanto o Benfica vende, o Porto aguenta Danilo e André Silva, confirma a cláusula de opção sobre Oliver, e investe em Soares.

Duas posturas muito diferentes no ataque a 2ª metade da época. Acredito 100% que será o ano do tetra. Mas, se não for, a chave da época estará em Soares vs. Guedes.

Extremos!

O Sporting ganhou com folga e a jogar bem, algo que não se tem visto nos últimos tempos.
Defendo que esta diferença se deve muito aos extremos. Em vez de jogarmos com um extremo (Gelson) e alguém à esquerda que gosta pouco de ir à linha, e que tem tido baixíssima produtividade (Bryan), jogámos com... 3 EXTREMOS! Gelson à direita, Matheus "o talentoso" à esquerda, e depois Podence a cair tanto para um lado como para o outro, para tabelar com os dois primeiros.

Que maravilha. Um jogo rápido, cheio de inovação nas jogadas, tão rápido que o Bas aparece invariávelmente sozinho. Raperem no primeiro golo: jogada rápida e, como é possível o nosso único ponta de lança, segundo melhor marcador da europa, estar tão sozinho? Porque simplesmente a jogada foi rápida demais.

E por isso, neste fim de temporada em que há pouco a ganhar, mas muito em jogo, que joguemos com os miúdos, e para o espetáculo. Porque os dois andam de b
raço dado.

(na imagem, podence ao colo de Bas!)

JJ e a cantera


Roubar um treinador ao Rival tem inumeras consequências, positivas e negativas. Mas uma que salta à vista em JJ é o facto de os pontos fracos do mister no rival serem aumentados, estilo realidade aumentada, mesmo que não sejam 100% verdade.
Destaco neste post a cantera. "Ha e tal, JJ não aposta na cantera". Considero este argumento bastante injusto. Se é verdade que ele poderia apostar mais? Sim. Mas é verdade que ele não aposta na cantera? Não. De todo.
No ano passado, fez de João Mário e William dois jogadores com uma maturidade incrível. Pilares do campeão europeu. Pilares de um sporting que jogou à bola como há muito nao víamos.
Este ano, dizem por aí que o miúdo Gelson é desejado pelo maior clube do mundo, entre outros. "Ha e tal, mas ele só apostou no Gelson". Será que os rivais encarnados se esquecem que jogámos quase toda a época com o desconhecido Rúben Semedo a central?

E para terminar o rumor, tem sido com enorme gozo que vejo a massa associativa leonina a discutir esta semana quem é o próximo menino de ouro: Podence, Matheus Pereira, Chico Geraldes ou ainda Palhinha. Sim, porque o Gelson já não entra.
Uma coisa é não apostar em jovens, outra é ter uma estratégia para os mesmos, que passa por rotação em equipas onde são títulares, para chegarem ao sporting capazes de entrarem para o 11 titular, ou jogar com regularidade, em vez de andares desmotivados na equipa B ou no plantel sem serem utilizados.
(E grandes golos que o Iuri fez este fim de semana! Estará certamente cá na próxima época!).

sexta-feira, 10 de março de 2017

Se fosse Futebol de 9

Esta semana Pinto da Costa disse que "sem armadilhas", o Porto estaria a liderar o campeonato com larga vantagem. Já Bruno de Carvalho, não tem dúvidas que, se não fosse o jogo do Sporting na Luz, estaria o Sporting sem dúvida em primeiro.
Neste mundo de "ses", deixo a pergunta e depois darei a resposta: Se isto fosse Futebol de 9, quem estaria na liderança?

A resposta é fácil. O Sporting seria provavelmente líder, e com jeitinho seria campeão em título.
Para Jorge Jesus, o Futebol deveria ser de 9, e não de 11. Se não fosse obrigado a arranjar todos os anos dois laterais de jeito, o homem ainda era maior. No Benfica, JJ começou por ter Fábio Coentrão, mas a verdade é que, depois de Coentrão, JJ nunca mais teve paz naquele lado esquerdo da defesa. Em 6 épocas, contratou um total de 18 jogadores para serem utilizados como defesa esquerdo. Ora cá estão eles: Sepsi, Shaffer, César Peixoto, Fábio Coentrão, Carole, Emerson, Capdevilla, Luís Martins, Luisinho, Melgarejo, André Almeida, Bryan, Sílvio, Bruno Cortez, Siqueira, Djavan, Benito e Eliseu. Entre campeões do Mundo e verdadeiros flops, houve de tudo, mas isso é outra conversa. Maxi Pereira garantiu sempre sucesso no lado direito, mas o que teria sido se tivesse sido vendido?

Chegado ao Sporting em clima de euforia, o adepto de bancada foi rápido a analisar: "Isto é arranjar laterais com nível, e o JJ vai fazer maravilhas daquele meio campo e da matéria prima que tem para o ataque." Os comentadores desportivos concordavam, e os jornais começavam a lançar nomes fortes para as laterais leoninas.

O que ninguém esperava era que Jesus apostasse que conseguia ganhar com 9 contra 11, apostando em Schelotto e no regresso de um João Pereira em final de carreira para a direita, e numa rotação esquisita entre Jefferson, Marvin, o adaptado Bruno César e até Esgaio para a esquerda.

Se este Sporting, como descreve o seu Presidente e como demonstram os resultados das eleições, é tão forte assim, imagem se tivesse laterais decentes e se jogasse com 11. Seriam já uns 20 pontos de avanço com certeza!

quinta-feira, 9 de março de 2017

A principal virtude de Rui Vitória



Na ressaca de uma derrota pesada na Alemanha, podia deixar aqui umas linhas sobre o jogo, a performance da equipa, ou o poderio impressionante do adversário. No entanto, prefiro dedicar-me à maior virtude de Rui Vitoria.
 
Jorge Jesus foi brilhante na forma como deu quase sempre a volta às vendas de jogadores essenciais. Perdeu Javi Garcia, inventou Matic. Perdeu Witsel no último dia do mercado, e sem número 8, inventou Enzo Perez. E estes são só dois exemplos. Mas Rui Vitória, para além de ter também de lidar com as vendas dos principais jogadores (Gaitan, Renato Sanches, Maxi Pereira, Lima) tem sido forçado a lidar com um número incrível de lesões dos seus principais jogadores.
 
 Penso que esta é a sua principal virtude: gerir todo o plantel e encontrar soluções para todas (ou quase todas) as lesões.
Vejamos: quando chegou, tinha como missão complicada substituir Maxi e Lima. Mas JJ já nos tinha habituado a superar estas situações. Vitória, com Nelson Semedo e Jonas, veio a ter o semelhante sucesso que se conhece.
 
 Mas inicia-se então a época 2015/2016 com a chegada do novo treinador. Júlio César, um dos esteios da equipa, começa a dar sinais da idade. Com Paulo Lopes e o jovem Ederson como opções, Vitória não hesita e lança às feras um menino que se torna rapidamente um novo pilar da equipa. Pela mesma altura, o pilar da defesa e capitão, Luisão, lesiona-se, e fica de fora por muitos meses. Lindelof lançado às feras numa dupla com Jardel, com Lisandro a espaços, e o resto é história. Cerca de um mês depois, o melhor jogador da equipa e do campeonato, Nico Gaitán, vai também para o estaleiro. Já o Benfica ia a alguns pontos do Sporting, e a equipa sem 3 dos seus principais jogadores. Entre Talisca, Carcela e Gonçalo Guedes, Rui Vitória consegue que quase nem se note que a equipa joga sem Gaitán, numa ala esquerda já criticada por ter como base esse grande, mas pouco amado, Eliseu.
 
 O resto da temporada passada, já toda a gente conhece.
 
Passemos para a presente temporada de 2016-2017. Vitória tem agora que superar as habituais vendas (Renato e Gaitán), mas a época começa logo tremida no que diz respeito a lesões. Jonas, o melhor jogador da temporada anterior, lesiona-se num pé, depois apanha uma bactéria que ninguém compreende, deixa crescer uma barba de impor respeito, e o Benfica joga sem o seu principal jogador até Janeiro. Raul Jimenez, possível solução, passa também estes meses entre o campo, o banco e o departamento médico. A solução passa a ser Guedes, com tanto sucesso que é vendido ao PSG, mas isso será tema para outro post.
 
Sem Jonas, o Benfica segura a liderança até Dezembro com três jogadores em grande forma: Grimaldo, Fejsa e Nelson Semedo. O que acontece? Já estão a adivinhar. Grimaldo no estaleiro por tempo indeterminado, Fejsa começa a falhar mais jogos do que os que joga, e, vá lá, Semedo continua forte como um touro.
Lá salta Eliseu, o mal amado, regressa Samaris, Jonas continua quase sempre de fora, mas Rui aguenta o barco, principalmente com Pizzi no comando, Mitroglou a marcar como nunca, e os míudos Cervi e Zivkovic a aparecerem.
 
 O jogo de ontem mostrou que, sem Grimaldo, sem Jonas, e principalmente sem Fejsa, se torna muito complicado fazer frente a grandes equipas como o Dortmund. No entanto, tem chegado para vencer internamente, e tem sido, para mim, o pilar mais forte da gestão de Rui Vitória.
 
Certo é que nunca se tinham visto tantas lesões graves em jogadores essenciais nem no Benfica nem nos principais rivais. Por isso, quando me perguntam se anseio pela chegada de reforços sonantes no Verão, digo apenas que um novo departamento médico vinha mais a calhar.
 
 

quarta-feira, 8 de março de 2017

"Homens de Pouca Fé"

Uma das minhas passagems preferídas do livro mais vendido do mundo refere a certa altura um desabafo: "HOMENS DE POUCA FÉ!"

Pois bem, é isto que hoje me faz tanta confusão na massa associativa encarnada.

Estes senhores, por muito que me doa o coração, são tricampeões. Têm dois goleadores que não param de fazer golos... e quando um deles está lesionado e os rivais pensam "agora é que eles vão cair", o outro marca mais golos do que os dois juntos. Têm um presidente que aprendeu a liderar e, acima de tudo, a estar calado. Estão em primeiro no campeonato. Ganharam a primeira mão dos quartos na Champions.



E qual o discurso destes homens de pouca fé, que pouco merecem o estatuto que descrevo? Passo a citar:

  • "Isto este ano vai para o Porto"
  • "Hoje vamos apanhar uma sova" (jogo da Champions)
  • "Sem o Fejsa não temos hipóteses"
  • "O Porto está muita forte"
  • ...
Não merecem. Parecem que estão desejosos de tirar os lenços brancos do bolso ou fartos d eir ao estádio.
Não merecem. Homens de pouca fé.

Manifesto: Rivalidade com Humor

A rivalidade faz parte do futebol. O futebol, sem rivalidade, não era futebol. Era golf (e mesmo no golf, torneios como a Ryder Cup começam a ter rivalidade).
Queremos que este blog seja um blog de rivais. Mas com...HUMOR. Isso mesmo. Que seja uma rivalidade que nos apaixona, que nos faz rir, que nos faz ter fome de bola, sede das relotes, saudades do primeiro café no escritório onde o tom sobe logo nos primeiros 5 minutos de conversa.
Uma rivalidade onde se aprende com o adversário, onde os argumentos exigem pensamento para ser válidos, apesar de estarem sempre carregados de emoção e temperados com um ligeiro toque de irracionalidade.
É por isso uma rivalidade com Humor. Com H maiúsculo. Porque humor não é só ter piada. Vem do latim "Humore" que quer dizer líquido, pois representa o estado de espírito de uma pessoa. Pois bem, este blog pretende retratar o nosso estado de espírio face ao que se passa no futebol e, obviamente no nosso clube.
Com intensidade. Com bom e mau humor. Mas com respeito. Pelo futebol. 
Se fosse um jogador, seria certamente o Gattuso.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Portugal precisa da Terceira Circular

Lisboa precisa da Terceira Circular. Portugal precisa da Terceira Circular.

Os últimos anos pelos lados da Segunda Circular foram marcados por posts polémicos, desentendimentos em programas de debate desportivo, ofensas e ataques de parte a parte. A rivalidade entre adeptos do Sporting e Benfica levou a zangas, conflitos e, sinceramente, muito pouca qualidade no debate do que interessa: o Futebol.

Posto isto, o país precisa da Terceira Circular. Um espaço onde lagartos e lampiões possam andar à cabeçada, possam discordar, possam criticar e ser criticados, mas sempre com o respeito, o desportivismo e o bom humor que tanto tem faltado nos últimos tempos.

Caros leitores, esperamos que contribuam para este nosso objectivo, contamos com os vossos comentários e com as vossas opiniões. Mesmo se o caro leitor for o Bruno de Carvalho ou o Luís Filipe Vieira.